Com desejos espaciais e uma voz potente, Jão apresentou aos fãs o mundo criado para a Superturnê, novo projeto que percorrerá o Brasil em 2024. A estreia aconteceu no sábado (20) no Allianz Parque, em São Paulo, e desencadeou fortes emoções no público fiel do cantor, que revisitou diferentes fases da sua carreira meteórica em um único espetáculo.
Baseados nos elementos da natureza, os álbuns de Jão possuem narrativas próprias que se traduzem em letras, looks e, claro, cenografias com identidade irrefutável.
Narrativamente, o palco busca enaltecer essa construção que ele fez desde o seu primeiro disco [Lobos]. A ideia é criar momentos grandiosos e que abraçam a própria história do artista
Pedro Tófani
A nova turnê leva o nome do álbum mais recente, Super, lançado em agosto de 2023 e inspirado pelo fogo — eis a deixa para a presença de um imenso dragão na cenografia, que observa a tudo do alto. Cada disco de Jão é dedicado a um elemento da natureza (Pirata, de 2021, é água; Anti-herói, de 2019, ar; Lobos, de 2018, terra), por isso, a apresentação é dividida em quatro atos, um para cada elemento, em referência a todas as eras de João Vitor.
O desafio desse espetáculo foi englobar todos os momentos da carreira dele. Pensamos o set para que ele pudesse viver cada um desses capítulos, além de fornecer ambientações personalizadas para cada ato
Pedro Tófani
Comparado à The Eras Tour, de Taylor Swift, por apresentar uma enorme estrutura com cenografias criativas e diversas, o show conta com elementos cênicos de 30 metros de altura e passarelas com 60 metros de comprimento.
É uma estrutura bem grande. Grande para Jão e para o mercado musical como um todo. É um desafio gigante colocar tudo isso de pé
Pedro Tófani
Foram necessários 10 dias de montagem no Allianz Parque e uma equipe com mais de 1.000 pessoas envolvidas. Cerca de 1.200 equipamentos de luz, um palco comprido e enormes passarelas também compuseram a estrutura.
Elas vão até o meio do campo. Construímos uma passarela que percorre até a pista para que o público também visse o Jão de frente nesta área
Pedro Tófani
Desde sua primeira turnê, Jão e toda a sua equipe pensam em elementos e cenários que possam surpreender o público e tornar a experiência mais imersiva. Confira a evolução a seguir:
Lobos
Seu álbum de lançamento, Lobos, traz a terra como elemento guia. Em meio a músicas com letras tocantes e consideradas “pop sofrência”, Jão surgia no palco em frente a um único telão em formato de cruz, onde curtas eram exibidos. Jogos de luz e fumaça interagiam com o público.
Anti-Herói
Guiada pelo elemento ar, a era Anti-Herói foi marcada pela queda da cortina azul-celeste, dando vista a uma montagem grandiosa. O palco era composto por uma cabeça gigante branca com uma auréola que mudava de cor, três pedestais com tecidos brancos e um telão de LED.
Pirata
Em Pirata, Jão é regido pelo elemento água. É nesta era que o artista consolida o show enquanto verdadeiro espetáculo. A estrutura de palco maior abre espaço para elementos cênicos ainda mais impactantes, como o navio branco comandado por ele e um banho de chuva artificial proporcionado em um momento estratégico do show.
Lollapalooza (2022)
No show idealizado especialmente para o festival Lollapalooza, Jão surgiu no palco acompanhado por um polvo gigante, cujos tentáculos preenchiam todo o espaço. A nova cenografia seguiu inspirada pelo elemento água e a apresentação foi bastante elogiada pelo público e pela imprensa.
Rock in Rio (2023)
Em sua primeira participação no festival carioca, Jão prestou tributo ao cantor Cazuza. Outra enorme escultura, dessa vez uma que simulava a carcaça de um tubarão, foi colocada no palco, remetendo ao universo de Pirata. Durante a apresentação, cinco plataformas elevatórias levaram o artista, os músicos e um intérprete aos céus em um palco flutuante com mais de oito metros de altura.
Super
The Town (2023)
A era Super teve início com um preview na primeira edição do festival The Town, em São Paulo. Pela primeira vez, um dragão imponente, com 30 metros de largura e 10 metros de altura, fez parte da cenografia.
Superturnê (2024)
Marco na carreira de Jão, a Superturnê é definida como seu “maior investimento até então”. O famoso dragão esta presente mais uma vez no palco, juntamente com jogos de luz, efeitos de fogo e um telão que reflete a passagem de suas eras e que também serve como pano de fundo durante a apresentação. Além disso, o cantor é levado aos céus em determinado momento do show, criando uma experiência imersiva e emocionando o público.